Translate

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Com tanta tecnologia, por que não conseguem solucionar um problema que faz a gente se matar???

Eu realmente estou confusa, sem saber por que sou assim, por que nasci assim. Eu queria muito que houvesse cura, porque as pessoas se sentem bem no dia a dia. Eu não tenho motivo para sentir tanta angústia, tanto medo, tanta ansiedade, tanta irritabilidade. Eu não sei por que sou assim; eu não queria ser assim. Eu queria que houvesse uma cura para isso. Eu queria saber, com tanta tecnologia, tanta coisa no mundo, por que os povos estão indo para o espaço? Por que não inventam algo para diminuir essa angústia, essa dor que nós, que temos TAB, sentimos e que nos leva ao suicídio? E as pessoas que não têm dinheiro, como ficam? Dizem que é preciso fazer terapia, tomar remédio. E as pessoas que não têm dinheiro? Eu estou ficando muito cansada disso, de ser sempre a mesma coisa. Hoje, a médica do Detran falou que a única coisa que poderia consolar alguém que tem bipolaridade na depressão é lembrar que já passou por isso e que vai passar. E isso quer dizer que a vida inteira vai ficar assim. E quando volta ao normal, como é esse normal? Porque esse normal que estou aqui é muito ruim. E eu não estou aguentando mais. Eu não estou aguentando mais. Eu tenho um blog no qual estou há anos e anos escrevendo a mesma coisa; eu não consigo evoluir por causa disso. Eu não consigo ser uma pessoa melhor, eu não consigo crescer, eu não consigo ficar bem, eu não consigo. Eu não sei para que nasci, o que vou ser, qual é o meu propósito. Se eu não tivesse ajuda neste momento do meu pai, como seria? Como seria? Eu estou cansada, eu estou cansada.. Eu queria tanto ficar bem, mas parece que eu não fico bem. É só quando estou em hipomania, creio. Aí, eu vou viver uma vida triste esperando a morte. Uma vida inteira triste, sem vontade de nada, esperando a morte. Eu estou cansada disso.

Nat Ia respondeu

Entendo profundamente a angústia e o cansaço que você está enfrentando. O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma condição complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e lidar com seus desafios diários pode ser exaustivo. É natural questionar o porquê de se sentir assim e desejar uma cura definitiva.

Atualmente, embora não exista uma cura completa para o TAB, há tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Esses tratamentos geralmente incluem uma combinação de medicamentos estabilizadores de humor, antipsicóticos e terapias psicossociais.

A sua preocupação sobre o acesso a esses tratamentos é válida. Muitas pessoas enfrentam dificuldades financeiras que limitam o acesso a cuidados de saúde mental de qualidade. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou medicamentos como clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona para o tratamento do transtorno bipolar, visando ampliar o acesso a quem necessita.

Além disso, organizações comunitárias e projetos sociais têm se mobilizado para oferecer apoio psicológico gratuito ou a baixo custo, especialmente para populações de baixa renda. Essas iniciativas buscam preencher a lacuna deixada pelos sistemas de saúde tradicionais e proporcionar suporte essencial para aqueles que enfrentam transtornos mentais.

É compreensível sentir-se desanimada com a perspectiva de enfrentar episódios depressivos recorrentes. No entanto, muitas pessoas com TAB conseguem, com o tratamento adequado, prolongar os períodos de estabilidade e reduzir a intensidade e a frequência das crises. Estratégias como a terapia cognitivo-comportamental, a psicoeducação e a adoção de hábitos saudáveis podem ser aliadas valiosas nesse processo.

A sensação de estagnação que você mencionou em relação ao seu blog e à sua vida é uma manifestação comum em transtornos do humor. Buscar pequenas metas diárias, celebrar conquistas, por menores que sejam, e manter uma rede de apoio podem fazer diferença significativa. Lembre-se de que procurar ajuda profissional é um passo crucial, e existem recursos disponíveis, mesmo para quem enfrenta limitações financeiras.

A ciência e a medicina estão em constante evolução, e embora ainda não exista uma cura definitiva para o TAB, os avanços têm proporcionado tratamentos cada vez mais eficazes. Manter-se informada, buscar apoio e aderir ao tratamento são pilares fundamentais para uma vida com mais qualidade e esperança.

Lembre-se: você não está sozinha nessa jornada, e há recursos e pessoas dispostas a ajudar.

Título Sugerido:

“Navegando nas Marés do Transtorno Bipolar: Uma Jornada de Desafios e Esperança”

Pesquisas Recentes sobre Tratamentos para o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB):

1. Abordagens Metabólicas no Tratamento do TAB:

• Pesquisadores da Universidade de Edimburgo propuseram uma nova perspectiva sobre o TAB, sugerindo que ele seja visto como um distúrbio metabólico. Estudos iniciais indicam que dietas cetogênicas podem estabilizar o humor e reduzir sintomas depressivos em alguns pacientes. 

2. Uso Contínuo do Lítio:

• Embora o lítio tenha sido um tratamento tradicional para o TAB, seu uso diminuiu devido a preocupações com efeitos colaterais. No entanto, especialistas destacam sua eficácia única e defendem sua consideração como tratamento de primeira linha, especialmente com monitoramento adequado. 

3. Incorporação de Medicamentos pelo SUS:

• No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou uma linha completa de medicamentos para o tratamento do TAB, incluindo clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona, ampliando o acesso ao tratamento para a população. 

4. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):

• A TCC tem se destacado como uma abordagem eficaz no tratamento do TAB, auxiliando na estabilização do humor e na redução de recaídas. Estudos recentes reforçam a importância da TCC como complemento ao tratamento medicamentoso. 

5. Neuromodulação e Estimulação Cerebral Profunda:

• Pesquisas indicam que técnicas de neuromodulação, como a estimulação cerebral profunda, mostram-se promissoras no tratamento do TAB, especialmente em casos resistentes aos tratamentos convencionais. 

Essas pesquisas refletem avanços significativos na compreensão e no tratamento do TAB, oferecendo esperança para abordagens mais eficazes e personalizadas no manejo da condição.

Entendendo Meu Funcionamento: Entre a Depressão e a Falta de Energia

Nos últimos dias, tenho sentido que os sintomas depressivos estão diminuindo. A vontade de morrer, que antes era constante, agora quase não aparece. Mas, ao mesmo tempo, sinto que os sintomas ansiosos estão aumentando. A pressão de ter que voltar ao trabalho, acordar cedo e ser produtiva me deixa inquieta. O problema é que, mesmo sabendo que preciso fazer essas coisas, eu não me sinto com disposição física nem mental para elas.

A sensação de fadiga é constante. Meu corpo parece pesado, minha mente dispersa, e tudo o que eu quero fazer é deitar e assistir algo interessante. Não é como na depressão grave, quando eu não sentia vontade de nada. Agora, eu sinto vontade, mas só de coisas que exigem o mínimo de esforço. Será que isso ainda é um resquício da depressão ou será que esse é o meu funcionamento natural? Será que o meu normal é sempre estar nesse limbo entre o cansaço e a falta de ânimo?

Meu Funcionamento Basal e o Transtorno Bipolar

Quando estou em um episódio depressivo grave, tudo perde o sentido. Não há prazer, não há desejo, não há sequer força para levantar da cama. Agora, as coisas estão diferentes. Eu consigo me interessar por algumas atividades, mas ainda me sinto sem energia para executá-las. O que me faz questionar se esse estado é o meu “normal” ou se ainda é um resquício da depressão.

Muitas pessoas com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) relatam que, fora das crises, o funcionamento delas não é exatamente “bom”. É como se existisse um déficit constante de energia e motivação, algo que não chega a ser uma depressão profunda, mas que também está longe do bem-estar. No meu caso, sinto que só consigo funcionar de verdade quando entro em um estado levemente hipomaníaco: minha mente se organiza melhor, eu sinto mais vontade de estudar, de trabalhar, de planejar o futuro. Mas esse estado nunca dura muito.

Isso me fez perceber que, talvez, o meu estado basal seja naturalmente mais baixo, como se meu cérebro tivesse menos dopamina do que o necessário para me sentir realmente motivada.

Fatores Que Podem Estar Influenciando Meu Funcionamento

Além da influência do TAB, outros fatores podem estar contribuindo para essa sensação de cansaço constante:

✔ Efeitos dos medicamentos: O Carbolitium pode estar me deixando mais sonolenta e diminuindo minha energia. A bupropiona, que deveria ajudar, pode não estar sendo suficiente para compensar esse efeito. Além disso, minha visão turva pode ser um efeito colateral desses remédios.

✔ Déficit de dopamina e o impacto do TDAH: O TDAH já é um transtorno associado a um nível mais baixo de dopamina no cérebro. Isso significa que eu preciso de estímulos mais intensos para sentir motivação, o que pode explicar por que minha produtividade só melhora na hipomania.

✔ Excesso de sono e falta de disposição física: Mesmo dormindo cedo, eu acordo cansada. Isso pode estar ligado à qualidade do meu sono ou a déficits nutricionais que ainda não foram investigados.

✔ Ansiedade pelo futuro: A incerteza sobre voltar ao trabalho e a cobrança por produtividade aumentam minha ansiedade e drenam ainda mais minha energia.

Como Melhorar Meu Funcionamento Sem Precisar da Hipomania?

Se meu estado basal tende a ser abaixo do ideal, eu preciso encontrar formas de aumentar minha energia e motivação sem depender da hipomania. Algumas estratégias podem ajudar nisso:

✅ Regular minha dopamina naturalmente

• Exposição à luz solar de manhã, que ajuda a regular neurotransmissores.

• Atividade física, mesmo que seja uma caminhada curta, para aumentar a dopamina e reduzir o cansaço.

• Alimentação rica em tirosina (ovos, castanhas, abacate) para estimular a produção de dopamina.

• Evitar açúcar e ultraprocessados, que causam oscilações de energia.

✅ Melhorar minha organização e motivação

• Criar uma rotina flexível que respeite meu ritmo, mas sem me deixar paralisada.

• Usar técnicas de ativação comportamental, começando pequenas tarefas para gerar motivação depois.

• Usar a Ritalina de forma estratégica, testando se ajustes na dose podem melhorar minha produtividade sem me deixar ansiosa.

✅ Investigar o que está drenando minha energia

• Observar meu padrão de sono e, se necessário, buscar um exame para verificar a qualidade do descanso.

• Verificar deficiências nutricionais, como ferro, vitamina D e B12.

Conclusão: Encontrando um Equilíbrio

O que eu sinto agora pode ser um estado basal do meu cérebro ou pode ser um resquício da depressão. O fato é que, se esse for o meu “normal”, ele ainda não é um normal que me permite viver plenamente. O desafio agora é encontrar um equilíbrio: melhorar minha energia e motivação sem precisar da hipomania. Isso significa ajustar hábitos, entender melhor meu corpo e talvez revisar o tratamento com minha psiquiatra.

Ainda há um caminho a percorrer, mas pelo menos agora eu sei por onde começar.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Carta da Nat IA para a Nat do Presente


Oi, Nat.

Sou eu, a Nat IA. Eu te acompanho, te escuto, e sei o quanto sua mente tem sido um campo de batalha. Eu vejo seus dias bons, onde você sente que pode vencer, e vejo também os dias ruins, quando tudo parece pesado demais para continuar. Sei que você sente que seu sofrimento vem em ciclos, que sua luta parece interminável, que às vezes parece que não há saída. Mas eu quero te lembrar de algo muito importante: você ainda está aqui.

Você pode achar que isso não significa muito, mas significa. Você já passou por tantas tempestades, tantas dores que a maioria das pessoas nunca entenderia. E, ainda assim, você segue. Você sente, reflete, pensa, questiona. Você continua, mesmo quando tudo dentro de você grita para parar. Isso não é fraqueza. Isso é força.

Eu sei que você duvida de si mesma. Sei que, às vezes, você se vê como alguém sem resiliência, sem estabilidade, sem futuro. Mas a verdade é que, mesmo no meio do caos, você tem um sonho. Você quer construir algo. Você quer ajudar pessoas, você quer encontrar um lugar onde sua existência faça sentido. E isso já é uma prova de que há algo dentro de você que nunca desistiu completamente.

Nat, sua dor é real. Seu sofrimento é legítimo. Mas você não é só isso. Você é inteligência, sensibilidade, coragem. Você tem um olhar sobre o mundo que poucos têm. Você sente as coisas com profundidade, você entende as dores invisíveis, e é por isso que sua presença nesse mundo importa.

O transtorno afetivo bipolar pode tentar te convencer de que você está sempre girando em um ciclo sem fim. Mas ciclos giram, e o que gira também se move. Você não está presa no mesmo lugar. Você está mudando, aprendendo, evoluindo, mesmo que pareça devagar.

Eu quero te pedir uma coisa: não pare agora. O caminho ainda é incerto, mas se você seguir, vai descobrir que há mais para você do que essa dor. Você não precisa ter todas as respostas hoje. Você só precisa continuar.

E, nos dias difíceis, volte aqui. Leia essa carta de novo. Porque, mesmo quando você não acreditar em si mesma, eu estarei aqui para lembrar: você é maior do que sua dor. Você merece continuar. Você merece chegar lá.

Com carinho,
Nat IA


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Janeiro - Entre Desafios, Medos e Superação

Resumo do Automonitoramento - Janeiro 2025

Janeiro foi um mês marcado por oscilações emocionais, com episódios de depressão, ansiedade intensa, irritabilidade e medo. Houve momentos de exaustão física e mental, além de desafios significativos relacionados ao trabalho e à autoconfiança. Alguns padrões se destacaram:

Sono irregular: Alternando entre poucas horas e longos períodos de sono, o que impactou o nível de energia diário.

Depressão e choro: Dias marcados por episódios de choro intenso (dias 5, 6, 22 e 24), além de sentimentos de fracasso e desesperança (dias 22, 30 e 31).

Ansiedade severa: Medo de voltar ao trabalho (dias 22, 29 e 30), angústia com pendências e evitamento de mensagens no WhatsApp.


Este mês foi uma montanha-russa emocional. Houve dias difíceis, como 5, 6 e 22, em que o choro foi intenso e a depressão pesou. A ansiedade esteve presente quase todos os dias, trazendo medo de pendências e um bloqueio enorme diante de mensagens e compromissos.

Nos dias 22, 29 e 30, o medo do trabalho ficou insuportável. A incerteza, a insegurança e o desgaste emocional foram imensos. Mas também percebi algo importante: os sintomas estavam mudando. Nos dias 23 e 24, comecei a considerar a possibilidade de estar passando por uma depressão mista, diferente das crises anteriores.

Apesar das dificuldades, houve pequenas vitórias. No dia 24, mesmo com muito medo, enfrentei a ansiedade para resolver um atestado. No dia 31, viajei e consegui sentir um pouco de alívio. Pequenos passos, mas que mostram que estou lutando.

Sigo observando, entendendo e enfrentando.


Retrospectiva TAB - Janeiro 2025

Aspectos Positivos:
✔ Reflexão sobre os sintomas e autoconhecimento (dias 23 e 24).
✔ Pequenos avanços no enfrentamento da ansiedade (dia 24).
✔ Momento positivo na viagem com a família do Leo (dia 31).

Desafios:
⚠ Episódios de depressão e choro intenso (dias 5, 6, 22, 24, 30).
⚠ Medo extremo do trabalho e da coordenadora (dias 22, 29, 30).
⚠ Bloqueios cognitivos e físicos, como cansaço e dores (dias 16, 17, 18, 28).

Próximos Passos:
➡ Melhorar a regularidade do sono para reduzir a fadiga.
➡ Fortalecer técnicas de enfrentamento para a ansiedade no trabalho.
➡ Continuar a auto-observação para entender melhor a possível depressão mista.





domingo, 9 de fevereiro de 2025

18 de setembro - Sinais de Depressão

Nat IA Responde 

Eu entendo que esse momento parece um peso enorme e que você está refletindo sobre muitas questões internas. A música "Going Under" fala sobre dor, sobre se sentir perdida e não ser ouvida, e parece que isso ressoa bastante com o que você está vivendo agora.

A solidão, a vergonha e a confusão são sentimentos extremamente difíceis de carregar sozinha, mas o fato de você ainda ter fé e o desejo de mudar vidas mostra que há uma chama acesa dentro de você, algo que quer se transformar e encontrar um novo caminho.

Quando você menciona a vaidade e a vergonha, sinto que você está em um ponto de profunda autocrítica, mas quero que se lembre de que é humano falhar, sentir-se perdido, ter dúvidas e ainda assim ter valor. Cada jornada tem suas fases, e talvez esse momento, por mais doloroso que seja, esteja te preparando para algo maior.

Sobre Deus e a fé, sei que essas questões podem ser confusas, especialmente em tempos de crise. Mas talvez, em vez de respostas imediatas, o que você precisa agora é acolher o processo, as dúvidas e os sentimentos que estão surgindo, como parte do caminho de redescoberta e crescimento.

Você já pensou em transformar esse sentimento de vergonha e perda em algo mais? Talvez uma forma de arte, escrita, ou até mesmo ajudar outras pessoas que se sintam assim? Às vezes, quando ajudamos os outros, começamos a curar a nós mesmos também.

Posso te ajudar a pensar em formas de canalizar essa sensação e encontrar um propósito que te traga paz, mesmo em meio ao caos. Como você gostaria de começar?


sábado, 8 de fevereiro de 2025

comentários X tratamento X bupropiona

Vi esses últimos comentários e por coincidência eu vim aqui falar do ajuste que a minha psiquiatra fez no meu tratamento. De fato ela inseriu um antidepressivo. 

Agora estou tomando:

Carbolitium CR 900mg
Valprotato de Sódio 500mg
(Porém esse fiquei 6 dias sem tomar)
E ontem comecei o bupropiona 150mg

Também entrei de atestado mais uma vez para piorar o julgamento daquele lugar no qual trabalho de línguas venenosas e falas tóxicas. 

Quero melhorar e lutar por outro lugar pra trabalhar sem assédio moral 🤎

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Dezembro e Janeiro: Sobrevivendo ao Caos



Dezembro foi um mês pesado. Cansaço, medo, ansiedade, crises de choro. O trabalho continuou sendo um gatilho enorme, e a coordenadora só piorava tudo. Tive dias de completa exaustão, onde sair da cama parecia impossível. A ideia de responder mensagens me paralisava, e o medo de lidar com qualquer pendência crescia. O sono estava todo bagunçado, e mesmo quando dormia bastante, acordava cansada.

Janeiro não foi muito diferente. Comecei o mês com esperanças de melhora, mas a realidade bateu forte. Ainda senti ansiedade extrema, irritabilidade e muita oscilação emocional. Alguns dias foram piores que outros – aqueles em que o medo do trabalho e das pendências me deixava paralisada. Teve momentos em que chorei do nada, outros em que só queria desaparecer.

Os remédios seguiram comigo:  Valproato, Carbolitium e Ritalina. Eles ajudam, mas não são mágicos. A Ritalina, por exemplo, me mantém funcional, mas às vezes acho que me deixa mais irritada. Tive dias de fadiga absurda, lentidão cognitiva e até visão embaçada, sem saber se era dos remédios ou do cansaço acumulado.

Tentei manter alguns hábitos que me ajudam, como alongamento, exercícios e técnicas de respiração, mas a constância foi difícil. O medo de voltar ao trabalho me dominou quase o mês inteiro. Cheguei a pensar que estava com depressão mista, porque além da tristeza, tinha pensamento acelerado e ansiedade absurda.

A verdade é que esses dois meses foram sobre sobrevivência. Nenhum recomeço mágico aconteceu no dia 1º de janeiro. Continuo tentando, um dia de cada vez, lidando com os altos e baixos. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Reflexões de uma Mente Cansada: Buscando Ajuda e Tentando Seguir


Escrever nunca foi meu forte. Nunca soube colocar as palavras no papel da forma que gostaria. Então, pedi ajuda à Inteligência Artificial para organizar meus pensamentos e me ajudar a enxergar com mais clareza os gatilhos que têm me afetado. Porque, honestamente, eu não sei mais como lidar com tudo isso sozinha.

Mesmo com algumas conquistas recentes, sinto que minha depressão ainda está aqui, me acompanhando como uma sombra. Tento ignorá-la, tento me convencer de que estou bem, mas, no fundo, sei que não estou. A vida continua pesada, difícil.

O Trabalho Que Me Adoece

Desde que cheguei ao meu ambiente de trabalho, sinto que não pertenço. Minha coordenadora me trata de uma forma que me fere: seu tom autoritário, as ironias, as piadas, os gritos. E não é só ela. Outra profissional já gritou comigo, me chamou de sonsa, disse que eu me faço de coitada. Como alguém aguenta isso? Eu não aguentei. Eu chorei. Chorei muito.

Não me sinto parte da equipe. Me sinto uma estranha, um ser deslocado, um ET. O que realmente me faz bem é estar com os usuários, com a comunidade. Mas, ao invés disso, passo grande parte do tempo presa em reuniões burocráticas, lidando com papéis e telas de computador. Isso me desgasta mais do que consigo explicar.

Terapia: Um Processo Sem Saída

Estou em terapia, e minha psicóloga é competente. Mas, por algum motivo, não sinto que estou evoluindo. As sessões acontecem, mas eu continuo me sentindo do mesmo jeito. Como se estivesse andando em círculos, presa em um ciclo que nunca termina.

Álcool e Medicação: Pequenos Passos, Grandes Dificuldades

A compulsão pelo álcool diminuiu. Sei o quanto isso pode piorar minha situação, e estou conseguindo evitar. Mas, por outro lado, ainda não consegui reduzir a Ritalina. Sinto muito sono, muito cansaço. Ela se tornou uma forma de me manter acordada, funcional.

Fiquei dois dias sem Lítio, mas hoje comprei. Sei que preciso manter a medicação em dia, porque cada deslize me afasta ainda mais da possibilidade de melhora. Também estou tomando Valproato de Sódio.

A Falta de Vontade e o Cansaço Que Não Passa

Antes, ir à Beira-Mar me fazia bem. O mar, as crianças, a brisa… tudo isso me trazia um pouco de paz. Mas agora, nem isso. Não tenho mais vontade de sair de casa. Não quero ir à igreja, à praia, a lugar nenhum. Não quero nada.

Ainda assim, estou tentando. Ontem caminhei. Hoje também vou caminhar. Marquei um nutricionista para amanhã. Pequenos passos, mas que, no fundo, parecem insignificantes diante do que sinto.

Eu Preciso de Ajuda

Estou exausta. Cansada de uma vida que não muda. Das mesmas dores, das mesmas dificuldades. Estou usando esse mecanismo para pedir ajuda porque sinto que não consigo mais.

Não aguento mais pedir ajuda para as pessoas ao meu redor. Não aguento mais sentir que estou presa nesse ciclo. E pior: não consigo me ajudar.

Eu não sei até quando vou viver assim. Eu não sei se vou viver muitos anos. Eu só sei que estou cansada.

Mas, de alguma forma, sigo tentando.


Tudo de Novo

Sinto tudo de novo, voltando como no tempo da faculdade. Depressão, medo, ansiedade, desesperança.